Ancelotti muda estratégia, ouve líderes e encontra formação ideal para duelo decisivo contra o Japão
Após ajustes táticos e conversas com os principais jogadores, técnico italiano chega ao mata-mata com a equipe mais consistente desde que assumiu a Seleção Brasileira.
A Seleção Brasileira entra em campo nesta segunda-feira (29), contra o Japão, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, vivendo seu melhor momento desde a chegada de Carlo Ancelotti. A evolução da equipe, porém, foi construída após mudanças de rota, testes táticos e conversas com as lideranças do elenco.
Quando assumiu o comando da Seleção, Ancelotti idealizou um esquema ofensivo com quatro atacantes para potencializar Vinícius Júnior. No entanto, ao longo da preparação e da fase de grupos, o treinador percebeu a necessidade de adaptar o modelo de jogo às características do elenco e às exigências da competição. Lesões, mudanças de peças e o crescimento de alguns jogadores contribuíram para a evolução da equipe.
Um dos principais acertos foi a consolidação da dupla formada por Vinícius Júnior e Matheus Cunha. Com liberdade para atuar pelos lados do campo, Vini vive grande fase e já soma quatro gols no Mundial, enquanto Cunha ganhou espaço como referência ofensiva e respondeu com boas atuações e gols importantes.
Outro fator determinante foi o diálogo entre o treinador e os jogadores mais experientes do elenco. Ancelotti ouviu as lideranças da Seleção para entender melhor o grupo e encontrou um equilíbrio entre sua filosofia de jogo e as características dos atletas brasileiros. O resultado foi uma equipe mais organizada, intensa na marcação e eficiente nas transições ofensivas.
Para o confronto diante do Japão, o treinador também estuda ajustes na pressão sobre a saída de bola adversária. A equipe japonesa é reconhecida pela qualidade na construção das jogadas desde o campo de defesa, o que pode fazer o Brasil alternar momentos de marcação alta com um bloco médio para evitar espaços.
Com a confiança elevada após a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia e a classificação em primeiro lugar no Grupo C, Ancelotti deve repetir a escalação pela primeira vez desde que assumiu a Seleção. A manutenção da equipe reforça a confiança do treinador na formação que apresentou o melhor desempenho do Brasil até aqui na Copa do Mundo.
O duelo contra o Japão marca o início da fase eliminatória para a Seleção Brasileira. Uma vitória garante a classificação às quartas de final e mantém vivo o sonho do hexacampeonato mundial.




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